O primeiro contato entre Téo e Karina se deu na adolescência durante uma passeata pelo impeachment do Collor.
Enquanto Karina era toda politizada e sonhava em ser presidente da UNE e mudar o mundo, o sonho de Téo era ser o maior conquistador do colégio.
Téo era bonitão, usava aparelho nos dentes o que dava um charme todo especial, gostava de passar as tardes no Parque do Anhangabaú andando de skate com amigos, de lá ele e sua turma seguiam para a Galeria do Rock .
Já Karina sempre foi considerada o patinho feio da escola, baixinha, usava aparelhos nos dentes e óculos, considerada cdf, ela dividia seu tempo entre escola, aulas de inglês e aulas de dança contemporânea.
Foi no ano de 1992, Karina era presidente do grêmio de seu colégio o Pedro II e estava reunida com parte do colégio discutindo sobre uma mobilização que seria feita na Avenida Paulista.
Karina: Temos que fazer muito barulho, chamar a atenção da população, sugiro que além de pintar o rosto, usarmos uma camiseta preta!
Enquanto isso Téo saía do conceituado Colégio Rio Branco junto com seu amigo inseparável Renan.
Renan: Estou indo agora andar de skate, você vem?
Téo: Não dá cara, vou na Paulista levar uns documentos pro meu pai.
Renan: Tá louco meu? A Paulista hoje vai tá um inferno!
Téo: Por que cara? Téo sempre foi muito desligado de tudo, a única coisa que ele assistia na TV era a MTV e, mas nada.
Renan: Hoje vai ter uma passeata lá, e vai juntar muita gente, vai um pessoal aqui da escola.
Téo: Passeata?
Nesse momento Roberta colega de classe de Téo ia passando e falou:
Roberta: Mais é mane! Não vê televisão?
Téo: Eu que não perco tempo vendo novela.
Roberta: Que novela? É uma passeata de estudantes pedindo a saída do Collor.
Téo: Bom isso não me interessa.
Roberta: Tu é alienado cara.
Téo: Alienado eu? Eu só acho que estou na fase e curtir a vida só isso.
Téo deixou seus amigos e seguiu em direção a famosa avenida, durante o trajeto ele ficou pensando no que Roberta tinha lhe dito.
“Eu não sou alienado, só não gosto de política!”
Assim que chegou na avenida o ônibus parou de andar, ele então viu uma multidão de pessoas, seguindo em direção ao Masp, como o ônibus não andava, ele resolveu descer e seguir a pé mesmo, ele olhava aquela multidão de estudantes alguns com o rosto pintado, outros carregando faixas pedindo a saída do presidente.
Ele então seguiu caminhando por entre eles, quando uma cena lhe chamou a atenção, uma menina mais ou menos de sua idade, baixinha e com óculos de grau com a ajuda de um alto-falante, falava:
Karina: Pessoal vamos seguir daqui até a Consolação!
Nesse momento os olhos dos dois se cruzaram e Karina vendo-o parado falou:
Karina: Vem com a gente.
Téo: Não posso, tenho que levar uns documentos pro meu pai.
Karina: Ok. Falou com frieza.
Téo: Mas como é seu nome?
Ela não respondeu e começou a andar em meio aos estudantes.
Téo ficou parado com cara de bobo e pensou:
“Que otária!” Pensou furioso.
Téo foi até o banco onde seu pai trabalhava e depois de deixar os documentos lá, foi para o ponto de ônibus para voltar para casa, mas não conseguia parar de sentir raiva daquela baixinha.
“Mas isso não vai ficar assim, quem ela pensa que é pra me ignorar, ninguém ignora Teodoro Campos!” Pensou com raiva.
Téo então saiu correndo em direção a Rua da Consolação.
Téo: Ela vai me pagar!

ROSEEEEEEE...
ResponderExcluirFinalmente poderei ler seus contos, posso dizer que sei que serão bons e sem duvida irão me surpreender como os que eu já conheço.
Estou vendo que existe um clima ambíguo entre os dois, sem contar na aula de história que vou ter. =]
Ficarei aqui seguindo você e lendo este conto que promete.
e como sempre te digo você realmente tem Talento!
bj amiga